
Os gregos têm três palavras para expressar a idéia de amor: agape, phileo e eros. E há pessoas que se baseiam nessa forma de expressão da língua grega para dizer que existem três tipos de amor. Discordo. Não há três formas de amor. Só há uma. Seja aquele amor mais sublime, perfeito, chamado de agape pelos gregos, e que pode ser exemplificado pelo amor de Deus para com o homem, seja o amor fraternal, que eles identificavam como Phileo, ou ainda aquele amor que envolve desejo, entre um homem e uma mulher, em grego chamado de eros. Eu creio que só há uma palavra para todos os três casos: amor. É sempre amor.
Amor é amor; sempre amor. É aquele de I Coríntios 13. Não existe outra forma. Amor só se distingue no tamanho. E o tamanho do amor é diretamente proporcional à capacidade de renunciar. O amor pleno está ligado à capacidade de renunciar a tudo por alguém. Já disse Jesus: “ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15: 13).
Outra coisa: amor não é sentimento; é uma decisão. Opta-se por amar e pronto: se ama. É só tomar a decisão de se doar, de renunciar por uma pessoa, de colocar o interesse da outra pessoa antes do seu. E já se está amando. Simples assim! Se fosse de outra forma, como entender o mandamento de Jesus: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos” (Mateus 5: 44)?
Por isso, ame! O mundo precisa de amor!