“(...) a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.”
Esses versos do poema “Canção do Tamoio” de Gonçalves Dias retrata bem o que é a vida, ou, pelo menos, o que se chama de vida. É basicamente uma luta contra a morte. E o pior é que, no fim, sempre se perde esse combate.
Corre-se, foge-se de algo que invariavelmente alcançará a cada um mais cedo ou mais tarde: a morte.
É interessante que o que se espera é que todos consigam fugir da morte por muitos anos. À medida que se vai ficando velho, parece normal ser pego por este caçador implacável. Mas como choca quando alguém é alcançado ainda jovem, não é mesmo?
E como é difícil essa luta: choros, decepções, angústias, medos. Viver exige coragem, força, determinação.
Mas por que todos nós queremos tanto viver, já que a vida é tão difícil? Porque tememos a morte e o que vem após ela.
Li uma vez que o suicida é alguém que é covarde diante da vida e corajoso diante da morte. E é a mais pura verdade. Coragem diante da morte?! Apenas pela fé. É o que se pode constatar nos muçulmanos que dão sua vida, crendo em algo maravilhoso após sua morte. De igual forma agiam os cristãos quando eram oferecidos às feras nos primeiros anos do cristianismo. Iam felizes. E dizem que muitos eram os que se entregavam para serem sacrificados. Só pela fé o temor da morte desaparece.
Pela fé, pode-se, portanto, dizer como o apóstolo Paulo: “o morrer é lucro”.
