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sábado, 16 de maio de 2009

A Vida


“(...) a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.”


Esses versos do poema “Canção do Tamoio” de Gonçalves Dias retrata bem o que é a vida, ou, pelo menos, o que se chama de vida. É basicamente uma luta contra a morte. E o pior é que, no fim, sempre se perde esse combate.

Corre-se, foge-se de algo que invariavelmente alcançará a cada um mais cedo ou mais tarde: a morte.

É interessante que o que se espera é que todos consigam fugir da morte por muitos anos. À medida que se vai ficando velho, parece normal ser pego por este caçador implacável. Mas como choca quando alguém é alcançado ainda jovem, não é mesmo?

E como é difícil essa luta: choros, decepções, angústias, medos. Viver exige coragem, força, determinação.

Mas por que todos nós queremos tanto viver, já que a vida é tão difícil? Porque tememos a morte e o que vem após ela.

Li uma vez que o suicida é alguém que é covarde diante da vida e corajoso diante da morte. E é a mais pura verdade. Coragem diante da morte?! Apenas pela fé. É o que se pode constatar nos muçulmanos que dão sua vida, crendo em algo maravilhoso após sua morte. De igual forma agiam os cristãos quando eram oferecidos às feras nos primeiros anos do cristianismo. Iam felizes. E dizem que muitos eram os que se entregavam para serem sacrificados. Só pela fé o temor da morte desaparece.

Pela fé, pode-se, portanto, dizer como o apóstolo Paulo: “o morrer é lucro”.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Tempo


Para o matemático inglês Issac Newton (1643 - 1727) o tempo era uma grandeza absoluta. Essa parece ser uma conclusão óbvia, tal é nossa servidão e impotência diante dele.
Nós vivemos sob o império do tempo. A sua passagem é algo inexorável, irrefutável para o ser humano. Ele avança inabalável. Não há o que se possa fazer para que ele retroceda ou mesmo passe mais devagar.
Há muito tempo (olha o tempo de novo aí), li uma poesia que tinha um trecho mais ou menos assim: “coisa engraçada é o relógio; cada minuto a mais nunca é mais; é sempre menos; pois desde quando nascemos; já começamos a morrer”. É desesperador.
Para Albert Einstein (1879 - 1955), no entanto, não era assim. E, de fato, não é. Por exemplo, se alguém enxerga dois relógios, um situado no seu braço e outro no fundo da sala, marcarem exatamente o mesmo horário, é evidente que, se os dois relógios fossem colocados um ao lado do outro, o que estava no fundo da sala estaria um pouco mais adiantado que o outro. Afinal a informação (o raio de luz que permitiu o observador ver as horas) do relógio do fundo da sala percorreu um caminho maior e, portanto, levou mais tempo para chegar até o observador que a que partiu do relógio em seu braço. Pode-se afirmar que os dois relógios marcam a mesma hora? Depende da posição deles, depende do referencial. Assim, o tempo é relativo sim. E está intimamente ligado à posição, às coordenadas espaciais.
É importante que se ressalte que isso de estarmos sob o jugo do tempo se deve ao fato de, também, vivermos sob o império do espaço. Nossas velocidades de deslocamento são praticamente nulas, quando comparadas à velocidade da luz. Passamos a nossa vida inteira virtualmente parados. A nossa limitação de deslocamento nos limita também em relação ao tempo.
Assim, vivemos totalmente sujeitos ao espaço-tempo. E esse é um dos maiores grilhões a que estamos submetidos enquanto vivermos. E, quando morrermos, será diferente? Eu creio que sim.