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sábado, 28 de novembro de 2009

O Tempo 2


Novamente volto a tratar de um tema recorrente na minha mente: o tempo. Ah, o tempo! Que pena é sermos reféns dele. Justamente quando os primeiros fios brancos surgem, fico a pensar em alguns bons momentos que vivi. E em outros não tão bons também. Ah, se pudesse reviver alguns, saltar outros, voltar e agir diferente!! Será mesmo que se pudéssemos produzir uma curvatura no universo, poderíamos viajar no tempo? Pode até ser. Mas, por enquanto, a realidade é cruel. E como diz uma canção do gurpo ABBA (faço questão de dizer que não é do meu tempo, embora goste muito):
Sometimes I wish that I could freeze the picture (Às vezes eu queria poder congelar a imagem)
And save it from the funny tricks of time (E salvá-la dos engraçados truques do tempo)
Slipping through my fingers all the time (Escorregando pelos meus dedos todo o tempo)
I try to capture every minute (Eu tento capturar cada minuto,)
The feeling in it (o sentimento que há nele).
Aliás, para os que como eu acham que reflexões sobre o tempo que se foi e o grupo ABBA fazem uma boa combinação, recomendo o filme Mamma Mia! Excelente!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Tempo


Para o matemático inglês Issac Newton (1643 - 1727) o tempo era uma grandeza absoluta. Essa parece ser uma conclusão óbvia, tal é nossa servidão e impotência diante dele.
Nós vivemos sob o império do tempo. A sua passagem é algo inexorável, irrefutável para o ser humano. Ele avança inabalável. Não há o que se possa fazer para que ele retroceda ou mesmo passe mais devagar.
Há muito tempo (olha o tempo de novo aí), li uma poesia que tinha um trecho mais ou menos assim: “coisa engraçada é o relógio; cada minuto a mais nunca é mais; é sempre menos; pois desde quando nascemos; já começamos a morrer”. É desesperador.
Para Albert Einstein (1879 - 1955), no entanto, não era assim. E, de fato, não é. Por exemplo, se alguém enxerga dois relógios, um situado no seu braço e outro no fundo da sala, marcarem exatamente o mesmo horário, é evidente que, se os dois relógios fossem colocados um ao lado do outro, o que estava no fundo da sala estaria um pouco mais adiantado que o outro. Afinal a informação (o raio de luz que permitiu o observador ver as horas) do relógio do fundo da sala percorreu um caminho maior e, portanto, levou mais tempo para chegar até o observador que a que partiu do relógio em seu braço. Pode-se afirmar que os dois relógios marcam a mesma hora? Depende da posição deles, depende do referencial. Assim, o tempo é relativo sim. E está intimamente ligado à posição, às coordenadas espaciais.
É importante que se ressalte que isso de estarmos sob o jugo do tempo se deve ao fato de, também, vivermos sob o império do espaço. Nossas velocidades de deslocamento são praticamente nulas, quando comparadas à velocidade da luz. Passamos a nossa vida inteira virtualmente parados. A nossa limitação de deslocamento nos limita também em relação ao tempo.
Assim, vivemos totalmente sujeitos ao espaço-tempo. E esse é um dos maiores grilhões a que estamos submetidos enquanto vivermos. E, quando morrermos, será diferente? Eu creio que sim.