
Lá está ela. E o coração bate mais forte. As palavras somem. Tudo nela parece perfeito. Ah, e a saudade que se sente quando se está longe? Esses sintomas só têm um diagnóstico: paixão. E, quando não se é correspondido, é o fim do mundo. Afinal, parece impossível encontrar outra pessoa perfeita como aquela.
A paixão enseja, via de regra, um estado de euforia, que faz com que muitos gostem de estar experimentando tal sensação e busquem estar apaixonado. No entanto, a paixão carrega, acima de tudo, importantes componentes negativos. Não se tem o controle da situação, é algo hormonal, orgânico. Está, provavelmente, ligada à feniletilamina. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.
Outro ponto negativo da paixão é que toda a atmosfera de admiração e êxtase que a acompanha acaba resultando numa desconexão da realidade, pois a imagem que se constrói da pessoa por quem se está apaixonado não representa – e, muitas vezes, nem de perto – a realidade. A paixão é endereçada a uma figura irreal, fictícia.
A conotação negativa que o termo “paixão” carrega já pode ser vista na própria etimologia da palavra: paixão vem do grego “pathos”, que significa doença. É. Essa parece ser uma boa interpretação para a paixão: uma doença. E o pior: a paixão é eminentemente egoísta. Impregnada pelo desejo, a paixão leva a que se anseie a companhia, o contato para suprir uma necessidade, uma carência, uma lacuna. Não há altruísmo na paixão.
Segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque, os "seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses". Ela entrevistou e testou 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que a paixão possui um "tempo de vida" longo o suficiente para que o casal se conheça, copule e produza uma criança.
E quem já viveu esse ciclo, ao acordar, muitas vezes fica impressionado com o quão distante da realidade era a imagem que fazia daquela pessoa. “Como pude ficar tão iludido quanto a ela (e)? Perdi tanto tempo atrás dela (e) e, afinal, há tantas garotas (os) tão boas (bons) e até melhores que ela (e)!”
Outra informação dada por pesquisas sobre o assunto é a de que as pessoas se apaixonam, em média, de 2 a 4 vezes na vida.
Assim, se você está apaixonado, não se empolgue tanto (na situação de estar sendo correspondido) ou não se desespere (se não houver reciprocidade): um dia a paixão acaba. E, se você está triste e sem ninguém, alegre-se: outra paixão virá!!
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