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sábado, 28 de novembro de 2009

Saudade


Interessante, como a gente entende bem o que é saudade, porque todo mundo já sentiu saudades de alguém. Mas se tivéssemos que explicar para alguém que nunca sentiu, a tarefa não seria tão trivial. O que é saudade? Qual é a idéia por trás dessa palavra?
De fato, a palavra saudade em si – que, pelo que já ouvi falar, só existe em português – não nos ajuda muito a entender o que está por trás dela. De onde vem essa palavra? Do grego, do latim? Ou de canto nenhum, já que só existe em português?
Talvez uma breve olhada em outras línguas nos ajude.
Em inglês, temos “I miss you”. Em francês, “Tu me manques”. Em espanhol, “te echo de menos”.
Interessante... Todas essas línguas expressam uma mesma idéia!! Parece que a idéia por trás desse sentimento é algo do tipo: “você falta em mim”; ou ainda, “falta um pedaço de mim, que, na verdade, é você.” E, realmente, é isso mesmo! É uma falta; um vazio, que nos faz suspirar. E que dói; dói bastante. Um vazio que não pode ser preenchido por nada, senão por aquela pessoa ausente. Aaaaaah! (suspiro)
Para encerrar, a saudade, no enfoque simples, inteligente, poético do sertanejo Luiz Gonzaga:
Se a gente lembra só por lembrar
De um amor que a gente um dia perdeu
Saudade entonce assim é bom pro cabra se convencê
Que é feliz sem saber pois não sofreu
Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade entonce assim é ruim eu tiro isso por mim
Que vivo doido a sofrer
Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz doer e amarga que nem jiló
Mas ninguém pode dizer
que me viu triste a chorar
Saudade o meu remédio é cantar
Saudade o meu remédio é cantar.
É a canção “Que nem Jiló”, de Luiz Gonzaga. Quem quiser conferir, pode ouvi-la aqui:
http://www.dzai.com.br/thiagoventura/podcast/playpodcast?tv_aud_id=10311

A Felicidade 1


Estamos começando a respirar o clima de Natal. E isso me fez lembrar uma das músicas mais tristes que já ouvi em toda a minha vida:
Anoiteceu, o sino gemeu, a gente ficou feliz a rezar.
Papai Noel, vê se você tem a felicidade pra você me dar.
Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel.
Bem assim: felicidade, eu pensei que fosse uma brincadeira de papel.
Já faz tempo que pedi, mas o meu Papai Noel não vem.
Com certeza já morreu ou então felicidade é brinquedo que não tem.

A canção mostra alguém que sonha com a felicidade, mas que se encontra desiludido quanto à possibilidade de um dia ter ou receber essa tal felicidade. A pessoa está convicta de que Papai Noel morreu ou de que não existe esse brinquedo chamado felicidade. Que canção triste, meu Deus!! Desde criança eu detestava essa música.
Eu creio na felicidade. Na felicidade que pode ser enxergada em cada miraculoso instante da vida de um ser humano. A felicidade da chuva que cai, molhando o campo, do sol que se levanta para aquecer a vida. A felicidade de estarmos vivos e podermos fazer algo importante para alguém hoje. Como diz aquela frase: “O hoje é uma dádiva; por isso mesmo é que se chama presente”.
Gosto de chamar esses breves momentos de encantamento com o milagre da vida de “gostinhas de felicidade”. Que assim seja! Que, com os muitos brinquedos que trará, o Papai Noel possa presentear a cada ser humano com muita felicidade!

O Tempo 2


Novamente volto a tratar de um tema recorrente na minha mente: o tempo. Ah, o tempo! Que pena é sermos reféns dele. Justamente quando os primeiros fios brancos surgem, fico a pensar em alguns bons momentos que vivi. E em outros não tão bons também. Ah, se pudesse reviver alguns, saltar outros, voltar e agir diferente!! Será mesmo que se pudéssemos produzir uma curvatura no universo, poderíamos viajar no tempo? Pode até ser. Mas, por enquanto, a realidade é cruel. E como diz uma canção do gurpo ABBA (faço questão de dizer que não é do meu tempo, embora goste muito):
Sometimes I wish that I could freeze the picture (Às vezes eu queria poder congelar a imagem)
And save it from the funny tricks of time (E salvá-la dos engraçados truques do tempo)
Slipping through my fingers all the time (Escorregando pelos meus dedos todo o tempo)
I try to capture every minute (Eu tento capturar cada minuto,)
The feeling in it (o sentimento que há nele).
Aliás, para os que como eu acham que reflexões sobre o tempo que se foi e o grupo ABBA fazem uma boa combinação, recomendo o filme Mamma Mia! Excelente!