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sábado, 24 de abril de 2010

Casar ou se abrasar? Eis a questão


Volto a falar de um assunto que tem ocupado lugar de destaque nos meus últimos textos: o sexo e, mais especificamente, a repressão ao sexo.
Como escrevi anteriormente, minha convicção é a de que nós, seres humanos, fomos programados por Deus para buscar o sexo. Por ser imprescindível para a continuidade da espécie, Deus colocou o ingrediente do prazer para que o busquemos. Eu imagino que os desejos sexuais são como uma torrente de água: é praticamente impossível detê-la. A tentativa de detê-la com diques e represas, por exemplo, pode redundar em tragédias, quando o volume de água é excessivo. De igual forma, tentar conter os impulsos sexuais é algo muito perigoso. A torrente, uma hora ou outra, encontra uma forma de poder jorrar. O resultado, na minha visão, são as perversões sexuais: homosexualismo, pedofilia etc. Mais uma vez invoco os inúmeros casos de pedofilia e outras perversções no seio da igreja católica entre os religiosos que, num (precipitado) arrobo de devoção, fazem o voto de castidade. Recomendo a leitura do texto do Arnaldo Jabor, intitulado “Mulher de padre vira mula-sem-cabeça”.
Eu estou falando tanto de sexo que acho que essas coisas já estão subindo a minha cabeça. Acho que estou precisando casar... para não me abrasar.