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sábado, 11 de junho de 2011

Pobres Homens


Chamem-me de machista, chamem-me do que quiserem, mas eu não posso deixar de levantar a voz em defesa dos homens. Eu sou homem e sei que não é fácil sê-lo.

Mais uma vez, vou me valer da premissa que os hormônios exercem um papel determinante no comportamento humano. E esse é, pois, o ponto de partida para o meu ponto de vista mais condescendente em relação aos homens. Isso porque a testosterona é, de fato, algo extremamente poderoso: pode levar um homem a realizar grandes feitos ou fabulosas idiotices.

Sim; a testosterona permite aos homens grandes feitos. São exemplos os 100 metros a incríveis 9,58 s do Osain Bolt, o saque a 251 Km/h do croata Ivo Karlovic, entre outras admiráveis realizações masculinas.

No entanto, a testosterona tem sua faceta problemática, que leva os homens a cometerem a maiores tolices. E, ultimamente, tivemos alguns casos emblemáticos.

O mais recente foi o do deputado norte-americano Anthony Weiner. O coitado está sendo execrado porque andou inovando na forma de captar eleitores ( no caso, captação de eleitoras). Eu diria que o que ele tentou fazer foi uma propaganda eleitoral proibida para menores. Se deu mal! Pobrecito!

Outro caso foi o do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn. Um dos homens mais importantes do mundo, que viu seu mundo desmoronar por ter pedido a uma camareira de um hotel para servir um prato que não estava no cardápio.

O pobre Arnold Schwarzenegger, que já foi “O Exterminador do Futuro”, viveu o drama do fim de um casamento de 25 anos, por ter protagonizado cenas mais tórridas com uma empregada da casa – e sem dublê!

Portanto, não posso deixar de expor minha visão um pouco menos severa quanto a essas faltas.

Aí vai, então, o meu recado. Recado às mulheres que, com a mesma velocidade que entendem que os homens brasileiros, por conta de um maior vigor, devem se aposentar 5 anos depois delas, se levantam para criminalizar esse ímpeto sexual masculino. Recado também aos homens que, da mesma forma que põe o dedo em riste para acusar esses desafortunados traídos pelos desejos, mordem o lábios e fantasiam as mais inimagináveis cenas de sexo ao verem uma ninfeta de shortinho. A todos esses o que tenho a dizer é o seguinte: deixem a hipocrisia de lado! Atire a primeira pedra quem não tem pecado!!

domingo, 22 de maio de 2011

Sexo em Equilíbrio, Mente em Equilíbrio



Não sei quantos já atentaram para a narrativa bíblica, após o momento do pecado de Adão e de Eva: “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais” (Gênesis 3:7). O que chama atenção é que, quando o mal invadiu o coração daqueles que foram os primeiros seres humanos, a primeira coisa que viram com maldade foi o sexo. Interessante, não é mesmo? Afinal, por que o primeiro impacto do pecado teria sido a percepção de que estavam nus, já que aquela condição lhes era natural antes? É como se o sexo tivesse passado a ser visto de forma diferente, após a perda da inocência.

Outra coisa que chama atenção é que 90 % (ou até mais) dos palavrões, em todas as línguas, é relacionado ao sexo.

O sexo é, de fato, algo muito forte para o ser humano. Eu ousaria dizer que a visão, o sentimento equilibrado de uma pessoa, no que diz respeito ao sexo, é fundamental para que ela seja mentalmente sadia. Freud, o criador da Psicanálise, defendia uma ligação determinística entre o comportamento humano e as fases em que ele dividiu a primeira infância (de 0 a 6 anos de idade): a oral, a anal e a fálica. É importante observar que, mais uma vez, o determinante nessas fases são os componentes principais da prática sexual.

Segundo Freud, a fixação, por algum motivo, em qualquer uma dessas fases transitórias, define o tipo e subtipo de personalidade, conforme a fase em que ocorreu.


Eu, particularmente, creio que o equilíbrio sexual, muito embora possa ser muito influenciado pela primeira infância, sofre influências decisivas durante toda a vida da pessoa. Por isso, em qualquer momento de nossa trajetória, repressões excessivas (que Freud atribuiria ao predomínio do Superego) ou liberalidade em demasia (que, para o freudianos, significaria uma supremacia do Id) conduzem a um desequilíbrio que o indivíduo tem na percepção do sexo, gerando problemas comportamentais. Ouso mesmo a dizer que boa parte das, senão todas, mentes doentias dos assassinos, dos pedófilos, dos estupradores têm origem nesse desequilíbrio.

Não tenho dúvidas que a sociedade moderna, ao invés de contribuir para que as pessoas encarem o sexo de uma forma mais equilibrada, tem gerado cada vez mais mentes desajustadas nessa área. E é por isso que, na minha visão, a violência, a maldade, a barbárie têm grassado no mundo de hoje.

Adão e Eva, mui sabiamente, perceberam que, quando o pecado entrou no coração do homem, o que deveria ser objeto de maior atenção e cuidado era o sexo. Portanto, sejamos muito diligentes nessa área. Sexo sim, mas com equilíbrio!

sábado, 24 de abril de 2010

A bênção de ser solteiro (?)


Na quinta-feira passada (22 de abril) participei de uma palestra intitulada “A bênção de ser solteiro”, ministrada pela psicóloga Maria José. Excelente palestra! Concordo com tudo o que foi falado: de fato, há várias vantagens em ser solteiro.
Ao final da palavra, foi aberto o espaço para as perguntas. Bom...apresentei-me e, na minha vez, perguntei acerca do sexo. Li o texto de I Corínthios 7: 8: “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se”. Ora, no meu entendimento, o apóstolo Paulo quer dizer que ficar solteiro é bom sim. No entanto, o apelo do sexo é muito grande na grande maioria das pessoas (eu diria 99% das pessoas). Nesse caso, o casamento aparece como a melhor opção para que o envolvimento sexual se dê dentro de um contexto de cumplicidade, amor e compromisso, ou seja, dentro do casamento.
Fiquei com a sensação de que eu era o único ali que sentia desejos sexuais. As palavras que se seguiram foram as de que não era por aí; que pode-se canalizar muito bem esses desejos sexuais para outras áreas etc etc. Será mesmo? Não creio que seja tão simples como muitos insistem em colocar. O exemplo dos padres da Igreja católica me parece o mais contundente. Ora, será que podemos duvidar da convicção e da honestidade dos jovens noviços ao fazerem o voto de castidade!
O problema é cumprir o voto, já que o corpo é programado para buscar o sexo! Tentar conter essa força que explode no seio de um corpo saudável é muito perigoso. Acredito que poucos são os que, de fato, têm o dom de conseguir sublimar os desejos sexuais. Felizes são esses aí, pois, como Paulo disse: ser solteiro é bom!

sábado, 6 de março de 2010

O Prazer


O Prazer. Ah, o prazer! Será que existe algo mais instintivo que o prazer? O prazer é talvez o que mais facilmente demonstra o quanto nós, seres humanos, somos criaturas guiadas por instintos. Instintos que foram colocados em nós de uma forma claramente pensada, com objetivos perfeitamente definidos. E quem, se não o Criador, para nos programar de forma tão perfeita?
Vamos começar pelo “Top of mind” do prazer: o sexo! Dizem que sexo, até quando é ruim, é bom. Mas, por favor, me responda: quem, em sã consciência, iria querer fazer sexo se não fosse o prazer que ele causa? É um esforço danado, um vai-e-vem sem fim, um esfrega-esfrega da moléstia. Isso se a cama estiver bem firme, porque se não é um “nheco-nheco” de endoidar. Mas tem o prazer. E isso muda tudo! Aí compensa tudo! E qual é a razão pela qual nós fomos programados para ter prazer no sexo? Pela preservação da espécie. Nada mais animal e instintivo, não? Somos como que conduzidos a buscar algo que nem é tão confortável, simplesmente porque fomos programados para que o busquemos e, assim, não sejamos exterminados da face da terra. Se fazer sexo fosse como meter o dedo numa tomada e tomar um choque elétrico daqueles, era o fim da humanidade.
E o que dizer de outro prazer indiscutível: comer? Quem não tem pesadelos com uma torta alemã, quando está de regime? E o que dizer de um bifinho com ovo de um almoço que só saiu às 16 h da tarde? Huuuum. É a própria definição de prazer! E como não salivar diante de uma vitrine de padaria cheia de doces? E por que isso, meu Deus? Por que foi que Ele colocou também o elemento prazer no ato de comer? A resposta novamente revela a nossa faceta de seres programados para buscar, ainda que inconscientemente, a preservação da espécie.
Então é isso: o prazer é unica e simplesmente uma recompensa por fazermos aquilo que era esperado que fizéssemos. É desalentador, não é mesmo? Mas é verdade.