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domingo, 30 de janeiro de 2011


As diferenças entre homens e mulheres são algo por demais explorado pelos mais diversos estudiosos e achólogos. Assim, sem querer esgotar o assunto, eu também darei minha opinião que, creio, é avalizada pela minha observação e análise da vida e das pessoas, durante a minha peregrinação aqui na Terra. EM ESSÊNCIA, NÃO EXISTEM DIFERENÇAS ENTRE HOMENS E MULHERES. As diferenças que há são, tão somente, decorrentes da interface entre seus espíritos, suas essências com seus respectivos invólucros, com seus corpos. Os hormônios é que fazem toda a diferença.

Um estudo interessante pode ser encontrado aqui --> clique aqui.

Homens e mulheres, em essência, são absolutamente iguais. Fazem parte, indistintamente, do gênero humano. Assim, há tanto homens quanto mulheres bons e maus, calmos e irascíveis, ousados e tímidos.

E mais: a Bíblia ratifica essa minha posição! Se não vejamos: “Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mateus 22:30). Falava Jesus aos Saduceus, que lhe propunham uma questão bem ensaboada sobre de quem seria esposa, lá no céu, a mulher que tinha se casado, na Terra, por mais de uma vez, em função da morte do marido. Jesus explicou que a pergunta era descabida, pois, no céu, não haveria distinção de sexo. Ora, se homens e mulheres tivessem, de fato, diferenças na essência, seria possível distinguir, mesmo que após a morte, o sexo da pessoa!

Assim, vamos acabar com essa besteira de dizer que os “Homens são de Marte e as Mulheres são de Vênus”! Os homens são assim e as mulheres são assado. Os homens e mulheres são do mesmo lugar. Têm apenas invólocros diferentes e, por isso, são levados a terem atitudes, comportamentos diferentes.

Nós, homens e mulheres, somos iguais. Devo dizer, por fim, que, em função dos hormônios que correm do meu corpo, eu sou homem e gosto é de mulher. E ponto final!

sábado, 24 de abril de 2010

Casar ou se abrasar? Eis a questão


Volto a falar de um assunto que tem ocupado lugar de destaque nos meus últimos textos: o sexo e, mais especificamente, a repressão ao sexo.
Como escrevi anteriormente, minha convicção é a de que nós, seres humanos, fomos programados por Deus para buscar o sexo. Por ser imprescindível para a continuidade da espécie, Deus colocou o ingrediente do prazer para que o busquemos. Eu imagino que os desejos sexuais são como uma torrente de água: é praticamente impossível detê-la. A tentativa de detê-la com diques e represas, por exemplo, pode redundar em tragédias, quando o volume de água é excessivo. De igual forma, tentar conter os impulsos sexuais é algo muito perigoso. A torrente, uma hora ou outra, encontra uma forma de poder jorrar. O resultado, na minha visão, são as perversões sexuais: homosexualismo, pedofilia etc. Mais uma vez invoco os inúmeros casos de pedofilia e outras perversções no seio da igreja católica entre os religiosos que, num (precipitado) arrobo de devoção, fazem o voto de castidade. Recomendo a leitura do texto do Arnaldo Jabor, intitulado “Mulher de padre vira mula-sem-cabeça”.
Eu estou falando tanto de sexo que acho que essas coisas já estão subindo a minha cabeça. Acho que estou precisando casar... para não me abrasar.

A bênção de ser solteiro (?)


Na quinta-feira passada (22 de abril) participei de uma palestra intitulada “A bênção de ser solteiro”, ministrada pela psicóloga Maria José. Excelente palestra! Concordo com tudo o que foi falado: de fato, há várias vantagens em ser solteiro.
Ao final da palavra, foi aberto o espaço para as perguntas. Bom...apresentei-me e, na minha vez, perguntei acerca do sexo. Li o texto de I Corínthios 7: 8: “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se”. Ora, no meu entendimento, o apóstolo Paulo quer dizer que ficar solteiro é bom sim. No entanto, o apelo do sexo é muito grande na grande maioria das pessoas (eu diria 99% das pessoas). Nesse caso, o casamento aparece como a melhor opção para que o envolvimento sexual se dê dentro de um contexto de cumplicidade, amor e compromisso, ou seja, dentro do casamento.
Fiquei com a sensação de que eu era o único ali que sentia desejos sexuais. As palavras que se seguiram foram as de que não era por aí; que pode-se canalizar muito bem esses desejos sexuais para outras áreas etc etc. Será mesmo? Não creio que seja tão simples como muitos insistem em colocar. O exemplo dos padres da Igreja católica me parece o mais contundente. Ora, será que podemos duvidar da convicção e da honestidade dos jovens noviços ao fazerem o voto de castidade!
O problema é cumprir o voto, já que o corpo é programado para buscar o sexo! Tentar conter essa força que explode no seio de um corpo saudável é muito perigoso. Acredito que poucos são os que, de fato, têm o dom de conseguir sublimar os desejos sexuais. Felizes são esses aí, pois, como Paulo disse: ser solteiro é bom!

MULHER DE PADRE VIRA MULA-SEM-CABEÇA (Arnaldo Jabor)


Eu tinha 10 anos. Havia no colégio onde eu estudava um padre que era querido pelas crianças: ele fazia mágicas, com rara habilidade. Nos recreios ficava cercado de meninos vendo ovos saíres de suas orelhas, moedas tiradas da boca, flores explodindo em buquês entre seus dedos magros, enrugados. Ele tinha também um teatro de bonecos. Disse-me: "Vem até meu escritório ver as marionetes novas".

Fui. O padre parecia nervoso e começou a criticar meu cabelo, despenteado, eriçado. Pegou um pente e me penteou com as mãos trêmulas e de repente me agarrou e me deu um beijo na boca. Fugi em pânico até a saída, onde meu pai me esperava no carro, e, apavorado, não disse nada.

Só contei em confissão a um outro padre, que fingiu não entender bem, e senti que ele sabia do vício do colega, mas que mudou de assunto como se a pedofilia fosse um mal inevitável para a manutenção do celibato.

Comecei a entender ali que, além do bem e do mal, do pecado e da virtude, havia também um corporativismo espiritual defendendo práticas escusas de congregações.

Quando vejo essa polêmica em torno do padre Julio Lancelotti, se ele é ou não culpado (que sei eu?), lembro-me de que, no colégio de padres onde estudei, desde a entrada dos alunos havia um desfile de velada pedofilia.
O reitor se postava vestido em negra batina na porta do longo corredor, e duas filas de alunos entravam, beijando-lhes as mãos estendidas como oferendas de santidade, e até hoje me lembro do vago cheiro de sabonete e cuspe na mão desse reitor.

Tudo era sexo no colégio, essa palavra terrível estava em toda a parte, como uma ameaça vermelha; o diabo nos espreitava até detrás das estátuas de Santa Teresa em êxtase, nas coxas dos anjinhos nus, nos seios fervorosos das beatas acendendo velas.

Eu vi o diabo em toda parte, naquele colégio: rostos angustiados, berros severos e excessivos nas aulas, sentia no ar uma exasperação repressiva da sexualidade que talvez seja o ponto fraco da Igreja Católica hoje em dia. O desespero da castidade enlouquecia os noviços. Eu me lembro de alunos do Seminário (uma das alas do colégio) se extenuando, pálidos, em ginásticas torturantes para matar o desejo.

Eu via. Eu via as mães dos alunos, lindas, com seus penteados e decotes imitando a Jane Russel ou Ava Gardner, fazendo charme para os padres enlouquecidos pela castidade obrigatória. E eu me perguntava: "Meu Deus... por que padre não pode casar?"

Um dos padres mais ferozes nos ameaçava com o fogo eterno se nos masturbássemos ou, como diziam, se praticássemos o "vício solitário". Como era triste esse nome que nos descrevia a todos. Se vocês se masturbam, são iguais ao Hitler, pois matam na solidão dos banheiros milhões de pessoas que poderiam viver..." Ou seja, além de não comermos ninguém ainda nos sentíamos genocidas em holocaustos de banheiro, indo para o inferno, onde queimaríamos para sempre, condenados por uma reles punhetinha, por toda a eternidade.

Lembro-me de que ele descrevia a eternidade da seguinte forma: "Imaginem que o planeta seja um grande diamante, o metal mais duro do universo. De cem em cem anos, um passarinho vem voando e dá uma bicadinha na Terra. O dia em que a Terra for toda esfarinhada pelas bicadinhas do pássaro, nesse dia, acaba a eternidade".

E eu sofria me esvaindo nos banheiros, pensando naquele passarinho que bicava o mundo enquanto eu acariciava o outro medroso passarinho se preparando para uma vida de medos. Agora, estou escrevendo um filme onde contarei isso tudo.

O prazer era um crime. A partir daí, tudo ficava manchado de culpa: a alegria era falta de seriedade, a liberdade era um erro, as meninas eram seres inatingíveis com seus peitinhos e bundinhas. Quantas dores senti mais tarde na vida, pelo cultivo desses ensinamentos, que transformava a mulher em perigo.

A pedofilia na Igreja é conseqüência direta do celibato. A sexualidade, força máxima da vida, uma vez esmagada, vira uma máquina de perversões. Claro que esse padre Lancelotti não estava trancado em clausuras, nem parece ter se preocupado muito com votos de castidade.

A pedofilia em colégios, instituições e orfanatos deve ser muito maior do que se pensa. Padre com amante no interior é mato. Mulher de padre vira mula-sem-cabeça, sabemos todos. Hoje que o mundo virou uma incessante paisagem de bundas e seios nus, de pornografia na publicidade, que nos espreita no trânsito, na TV, cada vez fica mais absurdo esse imenso exército de deprimidos, lendo as "Playboys" no escuro dos conventos. É minha idéia de inferno: os padres se masturbando nas clausuras.

Uma das grandes desvantagens da Igreja Católica, perante outras religiões, é esse celibato delirante. Sei que falo inutilmente, que é dificílimo mudar regras milenares, principalmente com este papa burocrático, implacável, com seus olhos duros e cruéis.

Estão diminuindo muito as vocações para seminaristas, que buscam a religião pela fome ou por um lugar social.

Rabinos casam, pastores protestantes casam, budistas do it, hidus do it, mesmo mulçumanos do it. A idéia de castidade, do "crime sexual", vai gerando um atraso em cascata em relação a problemas modernos, como o homossexualismo, o aborto, o controle da natalidade etc... Enquanto os pentecostais botam pra quebrar em bailes gospel, em shows de Jesus Funk, a Igreja Católica vai mergulhando na Idade Média e gerando absurdos como esse caso do Lancelotti, no qual parece que rola até corrupção financeira com pedofilia e má administração pública e de ONGs - o que eu chamaria de uma "pedo-política". Tem de ser repensada essa anomalia do celibato. Acho que está na hora de uma "teologia da libertação sexual".

Autor: Arnaldo Jabor

sábado, 10 de abril de 2010

Saudade e Nostalgia


Um dia eu tentei explicar para um amigo belga o que quer dizer saudade. Ele então concluiu: “Nostalgie!” Naquela hora, eu concordei. Só que saudade é diferente de nostalgia. Saudade é realmente um sentimento, algo que vem do coração (se nos valermos do legado grego) ou das entranhas (fonte dos sentimentos para os judeus). É algo que vem da alma. É uma ausência, uma falta. Nostalgia é diferente. Nostalgia é um estado de espírito. Um estado de espírito em que fazemos nossos pensamentos viajarem e, por não conhecerem os limites do tempo, passearem por alguns momentos do passado; bons momentos. A nostalgia é um estado estranho: meio feliz, meio triste. Feliz porque os momentos que a nossa nostalgia alcança são invariavelmente bons. Triste, pois estão no passado, distantes; não podem ser mais vividos, apenas saboreados pela memória.
Saudade dói. Nostalgia conforta.

sábado, 6 de março de 2010

O Prazer


O Prazer. Ah, o prazer! Será que existe algo mais instintivo que o prazer? O prazer é talvez o que mais facilmente demonstra o quanto nós, seres humanos, somos criaturas guiadas por instintos. Instintos que foram colocados em nós de uma forma claramente pensada, com objetivos perfeitamente definidos. E quem, se não o Criador, para nos programar de forma tão perfeita?
Vamos começar pelo “Top of mind” do prazer: o sexo! Dizem que sexo, até quando é ruim, é bom. Mas, por favor, me responda: quem, em sã consciência, iria querer fazer sexo se não fosse o prazer que ele causa? É um esforço danado, um vai-e-vem sem fim, um esfrega-esfrega da moléstia. Isso se a cama estiver bem firme, porque se não é um “nheco-nheco” de endoidar. Mas tem o prazer. E isso muda tudo! Aí compensa tudo! E qual é a razão pela qual nós fomos programados para ter prazer no sexo? Pela preservação da espécie. Nada mais animal e instintivo, não? Somos como que conduzidos a buscar algo que nem é tão confortável, simplesmente porque fomos programados para que o busquemos e, assim, não sejamos exterminados da face da terra. Se fazer sexo fosse como meter o dedo numa tomada e tomar um choque elétrico daqueles, era o fim da humanidade.
E o que dizer de outro prazer indiscutível: comer? Quem não tem pesadelos com uma torta alemã, quando está de regime? E o que dizer de um bifinho com ovo de um almoço que só saiu às 16 h da tarde? Huuuum. É a própria definição de prazer! E como não salivar diante de uma vitrine de padaria cheia de doces? E por que isso, meu Deus? Por que foi que Ele colocou também o elemento prazer no ato de comer? A resposta novamente revela a nossa faceta de seres programados para buscar, ainda que inconscientemente, a preservação da espécie.
Então é isso: o prazer é unica e simplesmente uma recompensa por fazermos aquilo que era esperado que fizéssemos. É desalentador, não é mesmo? Mas é verdade.

sábado, 28 de novembro de 2009

Saudade


Interessante, como a gente entende bem o que é saudade, porque todo mundo já sentiu saudades de alguém. Mas se tivéssemos que explicar para alguém que nunca sentiu, a tarefa não seria tão trivial. O que é saudade? Qual é a idéia por trás dessa palavra?
De fato, a palavra saudade em si – que, pelo que já ouvi falar, só existe em português – não nos ajuda muito a entender o que está por trás dela. De onde vem essa palavra? Do grego, do latim? Ou de canto nenhum, já que só existe em português?
Talvez uma breve olhada em outras línguas nos ajude.
Em inglês, temos “I miss you”. Em francês, “Tu me manques”. Em espanhol, “te echo de menos”.
Interessante... Todas essas línguas expressam uma mesma idéia!! Parece que a idéia por trás desse sentimento é algo do tipo: “você falta em mim”; ou ainda, “falta um pedaço de mim, que, na verdade, é você.” E, realmente, é isso mesmo! É uma falta; um vazio, que nos faz suspirar. E que dói; dói bastante. Um vazio que não pode ser preenchido por nada, senão por aquela pessoa ausente. Aaaaaah! (suspiro)
Para encerrar, a saudade, no enfoque simples, inteligente, poético do sertanejo Luiz Gonzaga:
Se a gente lembra só por lembrar
De um amor que a gente um dia perdeu
Saudade entonce assim é bom pro cabra se convencê
Que é feliz sem saber pois não sofreu
Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade entonce assim é ruim eu tiro isso por mim
Que vivo doido a sofrer
Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz doer e amarga que nem jiló
Mas ninguém pode dizer
que me viu triste a chorar
Saudade o meu remédio é cantar
Saudade o meu remédio é cantar.
É a canção “Que nem Jiló”, de Luiz Gonzaga. Quem quiser conferir, pode ouvi-la aqui:
http://www.dzai.com.br/thiagoventura/podcast/playpodcast?tv_aud_id=10311