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sábado, 11 de junho de 2011

Pobres Homens


Chamem-me de machista, chamem-me do que quiserem, mas eu não posso deixar de levantar a voz em defesa dos homens. Eu sou homem e sei que não é fácil sê-lo.

Mais uma vez, vou me valer da premissa que os hormônios exercem um papel determinante no comportamento humano. E esse é, pois, o ponto de partida para o meu ponto de vista mais condescendente em relação aos homens. Isso porque a testosterona é, de fato, algo extremamente poderoso: pode levar um homem a realizar grandes feitos ou fabulosas idiotices.

Sim; a testosterona permite aos homens grandes feitos. São exemplos os 100 metros a incríveis 9,58 s do Osain Bolt, o saque a 251 Km/h do croata Ivo Karlovic, entre outras admiráveis realizações masculinas.

No entanto, a testosterona tem sua faceta problemática, que leva os homens a cometerem a maiores tolices. E, ultimamente, tivemos alguns casos emblemáticos.

O mais recente foi o do deputado norte-americano Anthony Weiner. O coitado está sendo execrado porque andou inovando na forma de captar eleitores ( no caso, captação de eleitoras). Eu diria que o que ele tentou fazer foi uma propaganda eleitoral proibida para menores. Se deu mal! Pobrecito!

Outro caso foi o do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn. Um dos homens mais importantes do mundo, que viu seu mundo desmoronar por ter pedido a uma camareira de um hotel para servir um prato que não estava no cardápio.

O pobre Arnold Schwarzenegger, que já foi “O Exterminador do Futuro”, viveu o drama do fim de um casamento de 25 anos, por ter protagonizado cenas mais tórridas com uma empregada da casa – e sem dublê!

Portanto, não posso deixar de expor minha visão um pouco menos severa quanto a essas faltas.

Aí vai, então, o meu recado. Recado às mulheres que, com a mesma velocidade que entendem que os homens brasileiros, por conta de um maior vigor, devem se aposentar 5 anos depois delas, se levantam para criminalizar esse ímpeto sexual masculino. Recado também aos homens que, da mesma forma que põe o dedo em riste para acusar esses desafortunados traídos pelos desejos, mordem o lábios e fantasiam as mais inimagináveis cenas de sexo ao verem uma ninfeta de shortinho. A todos esses o que tenho a dizer é o seguinte: deixem a hipocrisia de lado! Atire a primeira pedra quem não tem pecado!!

domingo, 22 de maio de 2011

Sexo em Equilíbrio, Mente em Equilíbrio



Não sei quantos já atentaram para a narrativa bíblica, após o momento do pecado de Adão e de Eva: “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais” (Gênesis 3:7). O que chama atenção é que, quando o mal invadiu o coração daqueles que foram os primeiros seres humanos, a primeira coisa que viram com maldade foi o sexo. Interessante, não é mesmo? Afinal, por que o primeiro impacto do pecado teria sido a percepção de que estavam nus, já que aquela condição lhes era natural antes? É como se o sexo tivesse passado a ser visto de forma diferente, após a perda da inocência.

Outra coisa que chama atenção é que 90 % (ou até mais) dos palavrões, em todas as línguas, é relacionado ao sexo.

O sexo é, de fato, algo muito forte para o ser humano. Eu ousaria dizer que a visão, o sentimento equilibrado de uma pessoa, no que diz respeito ao sexo, é fundamental para que ela seja mentalmente sadia. Freud, o criador da Psicanálise, defendia uma ligação determinística entre o comportamento humano e as fases em que ele dividiu a primeira infância (de 0 a 6 anos de idade): a oral, a anal e a fálica. É importante observar que, mais uma vez, o determinante nessas fases são os componentes principais da prática sexual.

Segundo Freud, a fixação, por algum motivo, em qualquer uma dessas fases transitórias, define o tipo e subtipo de personalidade, conforme a fase em que ocorreu.


Eu, particularmente, creio que o equilíbrio sexual, muito embora possa ser muito influenciado pela primeira infância, sofre influências decisivas durante toda a vida da pessoa. Por isso, em qualquer momento de nossa trajetória, repressões excessivas (que Freud atribuiria ao predomínio do Superego) ou liberalidade em demasia (que, para o freudianos, significaria uma supremacia do Id) conduzem a um desequilíbrio que o indivíduo tem na percepção do sexo, gerando problemas comportamentais. Ouso mesmo a dizer que boa parte das, senão todas, mentes doentias dos assassinos, dos pedófilos, dos estupradores têm origem nesse desequilíbrio.

Não tenho dúvidas que a sociedade moderna, ao invés de contribuir para que as pessoas encarem o sexo de uma forma mais equilibrada, tem gerado cada vez mais mentes desajustadas nessa área. E é por isso que, na minha visão, a violência, a maldade, a barbárie têm grassado no mundo de hoje.

Adão e Eva, mui sabiamente, perceberam que, quando o pecado entrou no coração do homem, o que deveria ser objeto de maior atenção e cuidado era o sexo. Portanto, sejamos muito diligentes nessa área. Sexo sim, mas com equilíbrio!

sábado, 14 de maio de 2011

Um Remédio Contra a Paixão


Certa feita (eu adoro essa expressão: “certa feita”), o meu chefe me alertou: “nunca se apaixone!” E ele tinha razão! A paixão nos torna vulneráveis, nos faz perder o controle, a razão. A paixão turba a nossa visão e é o ingrediente mais poderoso do fanatismo. O que leva uma pessoa a matar e morrer por um clube de futebol ou mesmo por uma religião? A Paixão! Por mais absurda que possa parecer essas atitudes para todos nós que estamos no controle de nossas ações, isso é absolutamente normal para os apaixonados. E quando a paixão se dirige a outra pessoa? Outro desastre! Não é por outro motivo que grande parte dos crimes são de origem passional.


Vou abrir meu coração: me apaixonei há alguns anos. E desde então o que posso dizer é que, de certa maneira, vivo aprisionado por ela. E por mais que essa tal garota tenha dito COM TODAS AS LETRAS que não queria nada comigo, não consigo me libertar desse sentimento.


Bom, já li diversas matérias e estudos que afirmam que a paixão é decorrente de certos hormônios correndo pelo nosso corpo e mexendo no funcionamento dele e da nossa psiquê. Apenas para ilustrar, destaco aqui um desses artigos ---> clique aqui para ler o artigo da Folha On Line.


Pois bem, segue pois a minha sugestão para algum químico ou farmacêutico que queira ficar rico: descubra uma fórmula para acabar com a paixão! Uma droga que iniba esses hormônios que provocam a paixão. Vai vender mais do que o Viagra!! Tenho certeza. E eu serei o primeiro a comprá-la.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Livre-arbítrio x Predesinação


Gostaria de digressar um pouco sobre algo que provoca muita polêmica: Livre-arbítrio ou predestinação.

Bom, apenas para dar uma notícia sobre esse verdadeiro divisor de águas, cabe uma breve nota informativa. Os cristãos se dividem em dois grandes grupos doutrinários: os calvinistas e os arminianos. Os primeiros, representados sobretudo pelos integrantes da igreja presbiteriana, seguem a interpretação de João Calvino que, no século XVI, pregava que os homens já nascem com a sua vida na Terra definida, determinada, previamente escrita. Os que integram o segundo grupo se aliam ao pensamento do holandês Jacob Arminius, que, naquele mesmo período da História, cria que o homem tem plena liberdade para escolher o seu caminho, durante sua peregrinação sobre a face da Terra.

Pois bem, depois de muito me debruçar sobre essa questão, cheguei a uma (minha!) conclusão: as duas correntes doutrinárias estão parcialmente certas. O que quero dizer com isso? Na verdade, o ser humano nasce com uma capacidade parcial de determinação; ele pode escolher algumas (poucas) coisas na sua vida. Outras lhe são impostas e, de certa forma, funcionam como balizas no seu caminho.

Espero poder me fazer mais claro por meio de exemplos. Não escolhemos quem serão os nossos pais; não podemos escolher em que lugar nascemos. Tampouco podemos escolher se queremos nascer homens ou mulheres (muito embora há os que tentam mudar isso mais tarde). Essas circunstâncias que nos são impostas limitam de forma inexorável nossa vida. Como uma mulher nascida numa tribo muçulmana no interior do Afeganistão pode sonhar em conduzir um carro de Fórmula 1? É complicado, não é mesmo?

Na verdade, temos sim o poder de escolha em algumas situações de nossa vida. Escolhemos entre sorrir e chorar, parar e continuar, persistir ou desistir. Escolhemos entre amar e odiar. Isso, sempre podemos fazer. E é por essas escolhas que seremos julgados após esta vida. Somos responsáveis por elas e, por elas, nossa eternidade será definida.

domingo, 30 de janeiro de 2011


As diferenças entre homens e mulheres são algo por demais explorado pelos mais diversos estudiosos e achólogos. Assim, sem querer esgotar o assunto, eu também darei minha opinião que, creio, é avalizada pela minha observação e análise da vida e das pessoas, durante a minha peregrinação aqui na Terra. EM ESSÊNCIA, NÃO EXISTEM DIFERENÇAS ENTRE HOMENS E MULHERES. As diferenças que há são, tão somente, decorrentes da interface entre seus espíritos, suas essências com seus respectivos invólucros, com seus corpos. Os hormônios é que fazem toda a diferença.

Um estudo interessante pode ser encontrado aqui --> clique aqui.

Homens e mulheres, em essência, são absolutamente iguais. Fazem parte, indistintamente, do gênero humano. Assim, há tanto homens quanto mulheres bons e maus, calmos e irascíveis, ousados e tímidos.

E mais: a Bíblia ratifica essa minha posição! Se não vejamos: “Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mateus 22:30). Falava Jesus aos Saduceus, que lhe propunham uma questão bem ensaboada sobre de quem seria esposa, lá no céu, a mulher que tinha se casado, na Terra, por mais de uma vez, em função da morte do marido. Jesus explicou que a pergunta era descabida, pois, no céu, não haveria distinção de sexo. Ora, se homens e mulheres tivessem, de fato, diferenças na essência, seria possível distinguir, mesmo que após a morte, o sexo da pessoa!

Assim, vamos acabar com essa besteira de dizer que os “Homens são de Marte e as Mulheres são de Vênus”! Os homens são assim e as mulheres são assado. Os homens e mulheres são do mesmo lugar. Têm apenas invólocros diferentes e, por isso, são levados a terem atitudes, comportamentos diferentes.

Nós, homens e mulheres, somos iguais. Devo dizer, por fim, que, em função dos hormônios que correm do meu corpo, eu sou homem e gosto é de mulher. E ponto final!

sábado, 24 de abril de 2010

Casar ou se abrasar? Eis a questão


Volto a falar de um assunto que tem ocupado lugar de destaque nos meus últimos textos: o sexo e, mais especificamente, a repressão ao sexo.
Como escrevi anteriormente, minha convicção é a de que nós, seres humanos, fomos programados por Deus para buscar o sexo. Por ser imprescindível para a continuidade da espécie, Deus colocou o ingrediente do prazer para que o busquemos. Eu imagino que os desejos sexuais são como uma torrente de água: é praticamente impossível detê-la. A tentativa de detê-la com diques e represas, por exemplo, pode redundar em tragédias, quando o volume de água é excessivo. De igual forma, tentar conter os impulsos sexuais é algo muito perigoso. A torrente, uma hora ou outra, encontra uma forma de poder jorrar. O resultado, na minha visão, são as perversões sexuais: homosexualismo, pedofilia etc. Mais uma vez invoco os inúmeros casos de pedofilia e outras perversções no seio da igreja católica entre os religiosos que, num (precipitado) arrobo de devoção, fazem o voto de castidade. Recomendo a leitura do texto do Arnaldo Jabor, intitulado “Mulher de padre vira mula-sem-cabeça”.
Eu estou falando tanto de sexo que acho que essas coisas já estão subindo a minha cabeça. Acho que estou precisando casar... para não me abrasar.

A bênção de ser solteiro (?)


Na quinta-feira passada (22 de abril) participei de uma palestra intitulada “A bênção de ser solteiro”, ministrada pela psicóloga Maria José. Excelente palestra! Concordo com tudo o que foi falado: de fato, há várias vantagens em ser solteiro.
Ao final da palavra, foi aberto o espaço para as perguntas. Bom...apresentei-me e, na minha vez, perguntei acerca do sexo. Li o texto de I Corínthios 7: 8: “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se”. Ora, no meu entendimento, o apóstolo Paulo quer dizer que ficar solteiro é bom sim. No entanto, o apelo do sexo é muito grande na grande maioria das pessoas (eu diria 99% das pessoas). Nesse caso, o casamento aparece como a melhor opção para que o envolvimento sexual se dê dentro de um contexto de cumplicidade, amor e compromisso, ou seja, dentro do casamento.
Fiquei com a sensação de que eu era o único ali que sentia desejos sexuais. As palavras que se seguiram foram as de que não era por aí; que pode-se canalizar muito bem esses desejos sexuais para outras áreas etc etc. Será mesmo? Não creio que seja tão simples como muitos insistem em colocar. O exemplo dos padres da Igreja católica me parece o mais contundente. Ora, será que podemos duvidar da convicção e da honestidade dos jovens noviços ao fazerem o voto de castidade!
O problema é cumprir o voto, já que o corpo é programado para buscar o sexo! Tentar conter essa força que explode no seio de um corpo saudável é muito perigoso. Acredito que poucos são os que, de fato, têm o dom de conseguir sublimar os desejos sexuais. Felizes são esses aí, pois, como Paulo disse: ser solteiro é bom!

MULHER DE PADRE VIRA MULA-SEM-CABEÇA (Arnaldo Jabor)


Eu tinha 10 anos. Havia no colégio onde eu estudava um padre que era querido pelas crianças: ele fazia mágicas, com rara habilidade. Nos recreios ficava cercado de meninos vendo ovos saíres de suas orelhas, moedas tiradas da boca, flores explodindo em buquês entre seus dedos magros, enrugados. Ele tinha também um teatro de bonecos. Disse-me: "Vem até meu escritório ver as marionetes novas".

Fui. O padre parecia nervoso e começou a criticar meu cabelo, despenteado, eriçado. Pegou um pente e me penteou com as mãos trêmulas e de repente me agarrou e me deu um beijo na boca. Fugi em pânico até a saída, onde meu pai me esperava no carro, e, apavorado, não disse nada.

Só contei em confissão a um outro padre, que fingiu não entender bem, e senti que ele sabia do vício do colega, mas que mudou de assunto como se a pedofilia fosse um mal inevitável para a manutenção do celibato.

Comecei a entender ali que, além do bem e do mal, do pecado e da virtude, havia também um corporativismo espiritual defendendo práticas escusas de congregações.

Quando vejo essa polêmica em torno do padre Julio Lancelotti, se ele é ou não culpado (que sei eu?), lembro-me de que, no colégio de padres onde estudei, desde a entrada dos alunos havia um desfile de velada pedofilia.
O reitor se postava vestido em negra batina na porta do longo corredor, e duas filas de alunos entravam, beijando-lhes as mãos estendidas como oferendas de santidade, e até hoje me lembro do vago cheiro de sabonete e cuspe na mão desse reitor.

Tudo era sexo no colégio, essa palavra terrível estava em toda a parte, como uma ameaça vermelha; o diabo nos espreitava até detrás das estátuas de Santa Teresa em êxtase, nas coxas dos anjinhos nus, nos seios fervorosos das beatas acendendo velas.

Eu vi o diabo em toda parte, naquele colégio: rostos angustiados, berros severos e excessivos nas aulas, sentia no ar uma exasperação repressiva da sexualidade que talvez seja o ponto fraco da Igreja Católica hoje em dia. O desespero da castidade enlouquecia os noviços. Eu me lembro de alunos do Seminário (uma das alas do colégio) se extenuando, pálidos, em ginásticas torturantes para matar o desejo.

Eu via. Eu via as mães dos alunos, lindas, com seus penteados e decotes imitando a Jane Russel ou Ava Gardner, fazendo charme para os padres enlouquecidos pela castidade obrigatória. E eu me perguntava: "Meu Deus... por que padre não pode casar?"

Um dos padres mais ferozes nos ameaçava com o fogo eterno se nos masturbássemos ou, como diziam, se praticássemos o "vício solitário". Como era triste esse nome que nos descrevia a todos. Se vocês se masturbam, são iguais ao Hitler, pois matam na solidão dos banheiros milhões de pessoas que poderiam viver..." Ou seja, além de não comermos ninguém ainda nos sentíamos genocidas em holocaustos de banheiro, indo para o inferno, onde queimaríamos para sempre, condenados por uma reles punhetinha, por toda a eternidade.

Lembro-me de que ele descrevia a eternidade da seguinte forma: "Imaginem que o planeta seja um grande diamante, o metal mais duro do universo. De cem em cem anos, um passarinho vem voando e dá uma bicadinha na Terra. O dia em que a Terra for toda esfarinhada pelas bicadinhas do pássaro, nesse dia, acaba a eternidade".

E eu sofria me esvaindo nos banheiros, pensando naquele passarinho que bicava o mundo enquanto eu acariciava o outro medroso passarinho se preparando para uma vida de medos. Agora, estou escrevendo um filme onde contarei isso tudo.

O prazer era um crime. A partir daí, tudo ficava manchado de culpa: a alegria era falta de seriedade, a liberdade era um erro, as meninas eram seres inatingíveis com seus peitinhos e bundinhas. Quantas dores senti mais tarde na vida, pelo cultivo desses ensinamentos, que transformava a mulher em perigo.

A pedofilia na Igreja é conseqüência direta do celibato. A sexualidade, força máxima da vida, uma vez esmagada, vira uma máquina de perversões. Claro que esse padre Lancelotti não estava trancado em clausuras, nem parece ter se preocupado muito com votos de castidade.

A pedofilia em colégios, instituições e orfanatos deve ser muito maior do que se pensa. Padre com amante no interior é mato. Mulher de padre vira mula-sem-cabeça, sabemos todos. Hoje que o mundo virou uma incessante paisagem de bundas e seios nus, de pornografia na publicidade, que nos espreita no trânsito, na TV, cada vez fica mais absurdo esse imenso exército de deprimidos, lendo as "Playboys" no escuro dos conventos. É minha idéia de inferno: os padres se masturbando nas clausuras.

Uma das grandes desvantagens da Igreja Católica, perante outras religiões, é esse celibato delirante. Sei que falo inutilmente, que é dificílimo mudar regras milenares, principalmente com este papa burocrático, implacável, com seus olhos duros e cruéis.

Estão diminuindo muito as vocações para seminaristas, que buscam a religião pela fome ou por um lugar social.

Rabinos casam, pastores protestantes casam, budistas do it, hidus do it, mesmo mulçumanos do it. A idéia de castidade, do "crime sexual", vai gerando um atraso em cascata em relação a problemas modernos, como o homossexualismo, o aborto, o controle da natalidade etc... Enquanto os pentecostais botam pra quebrar em bailes gospel, em shows de Jesus Funk, a Igreja Católica vai mergulhando na Idade Média e gerando absurdos como esse caso do Lancelotti, no qual parece que rola até corrupção financeira com pedofilia e má administração pública e de ONGs - o que eu chamaria de uma "pedo-política". Tem de ser repensada essa anomalia do celibato. Acho que está na hora de uma "teologia da libertação sexual".

Autor: Arnaldo Jabor

sábado, 10 de abril de 2010

Saudade e Nostalgia


Um dia eu tentei explicar para um amigo belga o que quer dizer saudade. Ele então concluiu: “Nostalgie!” Naquela hora, eu concordei. Só que saudade é diferente de nostalgia. Saudade é realmente um sentimento, algo que vem do coração (se nos valermos do legado grego) ou das entranhas (fonte dos sentimentos para os judeus). É algo que vem da alma. É uma ausência, uma falta. Nostalgia é diferente. Nostalgia é um estado de espírito. Um estado de espírito em que fazemos nossos pensamentos viajarem e, por não conhecerem os limites do tempo, passearem por alguns momentos do passado; bons momentos. A nostalgia é um estado estranho: meio feliz, meio triste. Feliz porque os momentos que a nossa nostalgia alcança são invariavelmente bons. Triste, pois estão no passado, distantes; não podem ser mais vividos, apenas saboreados pela memória.
Saudade dói. Nostalgia conforta.

sábado, 6 de março de 2010

O Prazer


O Prazer. Ah, o prazer! Será que existe algo mais instintivo que o prazer? O prazer é talvez o que mais facilmente demonstra o quanto nós, seres humanos, somos criaturas guiadas por instintos. Instintos que foram colocados em nós de uma forma claramente pensada, com objetivos perfeitamente definidos. E quem, se não o Criador, para nos programar de forma tão perfeita?
Vamos começar pelo “Top of mind” do prazer: o sexo! Dizem que sexo, até quando é ruim, é bom. Mas, por favor, me responda: quem, em sã consciência, iria querer fazer sexo se não fosse o prazer que ele causa? É um esforço danado, um vai-e-vem sem fim, um esfrega-esfrega da moléstia. Isso se a cama estiver bem firme, porque se não é um “nheco-nheco” de endoidar. Mas tem o prazer. E isso muda tudo! Aí compensa tudo! E qual é a razão pela qual nós fomos programados para ter prazer no sexo? Pela preservação da espécie. Nada mais animal e instintivo, não? Somos como que conduzidos a buscar algo que nem é tão confortável, simplesmente porque fomos programados para que o busquemos e, assim, não sejamos exterminados da face da terra. Se fazer sexo fosse como meter o dedo numa tomada e tomar um choque elétrico daqueles, era o fim da humanidade.
E o que dizer de outro prazer indiscutível: comer? Quem não tem pesadelos com uma torta alemã, quando está de regime? E o que dizer de um bifinho com ovo de um almoço que só saiu às 16 h da tarde? Huuuum. É a própria definição de prazer! E como não salivar diante de uma vitrine de padaria cheia de doces? E por que isso, meu Deus? Por que foi que Ele colocou também o elemento prazer no ato de comer? A resposta novamente revela a nossa faceta de seres programados para buscar, ainda que inconscientemente, a preservação da espécie.
Então é isso: o prazer é unica e simplesmente uma recompensa por fazermos aquilo que era esperado que fizéssemos. É desalentador, não é mesmo? Mas é verdade.

sábado, 28 de novembro de 2009

Saudade


Interessante, como a gente entende bem o que é saudade, porque todo mundo já sentiu saudades de alguém. Mas se tivéssemos que explicar para alguém que nunca sentiu, a tarefa não seria tão trivial. O que é saudade? Qual é a idéia por trás dessa palavra?
De fato, a palavra saudade em si – que, pelo que já ouvi falar, só existe em português – não nos ajuda muito a entender o que está por trás dela. De onde vem essa palavra? Do grego, do latim? Ou de canto nenhum, já que só existe em português?
Talvez uma breve olhada em outras línguas nos ajude.
Em inglês, temos “I miss you”. Em francês, “Tu me manques”. Em espanhol, “te echo de menos”.
Interessante... Todas essas línguas expressam uma mesma idéia!! Parece que a idéia por trás desse sentimento é algo do tipo: “você falta em mim”; ou ainda, “falta um pedaço de mim, que, na verdade, é você.” E, realmente, é isso mesmo! É uma falta; um vazio, que nos faz suspirar. E que dói; dói bastante. Um vazio que não pode ser preenchido por nada, senão por aquela pessoa ausente. Aaaaaah! (suspiro)
Para encerrar, a saudade, no enfoque simples, inteligente, poético do sertanejo Luiz Gonzaga:
Se a gente lembra só por lembrar
De um amor que a gente um dia perdeu
Saudade entonce assim é bom pro cabra se convencê
Que é feliz sem saber pois não sofreu
Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade entonce assim é ruim eu tiro isso por mim
Que vivo doido a sofrer
Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz doer e amarga que nem jiló
Mas ninguém pode dizer
que me viu triste a chorar
Saudade o meu remédio é cantar
Saudade o meu remédio é cantar.
É a canção “Que nem Jiló”, de Luiz Gonzaga. Quem quiser conferir, pode ouvi-la aqui:
http://www.dzai.com.br/thiagoventura/podcast/playpodcast?tv_aud_id=10311

A Felicidade 1


Estamos começando a respirar o clima de Natal. E isso me fez lembrar uma das músicas mais tristes que já ouvi em toda a minha vida:
Anoiteceu, o sino gemeu, a gente ficou feliz a rezar.
Papai Noel, vê se você tem a felicidade pra você me dar.
Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel.
Bem assim: felicidade, eu pensei que fosse uma brincadeira de papel.
Já faz tempo que pedi, mas o meu Papai Noel não vem.
Com certeza já morreu ou então felicidade é brinquedo que não tem.

A canção mostra alguém que sonha com a felicidade, mas que se encontra desiludido quanto à possibilidade de um dia ter ou receber essa tal felicidade. A pessoa está convicta de que Papai Noel morreu ou de que não existe esse brinquedo chamado felicidade. Que canção triste, meu Deus!! Desde criança eu detestava essa música.
Eu creio na felicidade. Na felicidade que pode ser enxergada em cada miraculoso instante da vida de um ser humano. A felicidade da chuva que cai, molhando o campo, do sol que se levanta para aquecer a vida. A felicidade de estarmos vivos e podermos fazer algo importante para alguém hoje. Como diz aquela frase: “O hoje é uma dádiva; por isso mesmo é que se chama presente”.
Gosto de chamar esses breves momentos de encantamento com o milagre da vida de “gostinhas de felicidade”. Que assim seja! Que, com os muitos brinquedos que trará, o Papai Noel possa presentear a cada ser humano com muita felicidade!

O Tempo 2


Novamente volto a tratar de um tema recorrente na minha mente: o tempo. Ah, o tempo! Que pena é sermos reféns dele. Justamente quando os primeiros fios brancos surgem, fico a pensar em alguns bons momentos que vivi. E em outros não tão bons também. Ah, se pudesse reviver alguns, saltar outros, voltar e agir diferente!! Será mesmo que se pudéssemos produzir uma curvatura no universo, poderíamos viajar no tempo? Pode até ser. Mas, por enquanto, a realidade é cruel. E como diz uma canção do gurpo ABBA (faço questão de dizer que não é do meu tempo, embora goste muito):
Sometimes I wish that I could freeze the picture (Às vezes eu queria poder congelar a imagem)
And save it from the funny tricks of time (E salvá-la dos engraçados truques do tempo)
Slipping through my fingers all the time (Escorregando pelos meus dedos todo o tempo)
I try to capture every minute (Eu tento capturar cada minuto,)
The feeling in it (o sentimento que há nele).
Aliás, para os que como eu acham que reflexões sobre o tempo que se foi e o grupo ABBA fazem uma boa combinação, recomendo o filme Mamma Mia! Excelente!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Amor


Os gregos têm três palavras para expressar a idéia de amor: agape, phileo e eros. E há pessoas que se baseiam nessa forma de expressão da língua grega para dizer que existem três tipos de amor. Discordo. Não há três formas de amor. Só há uma. Seja aquele amor mais sublime, perfeito, chamado de agape pelos gregos, e que pode ser exemplificado pelo amor de Deus para com o homem, seja o amor fraternal, que eles identificavam como Phileo, ou ainda aquele amor que envolve desejo, entre um homem e uma mulher, em grego chamado de eros. Eu creio que só há uma palavra para todos os três casos: amor. É sempre amor.
Amor é amor; sempre amor. É aquele de I Coríntios 13. Não existe outra forma. Amor só se distingue no tamanho. E o tamanho do amor é diretamente proporcional à capacidade de renunciar. O amor pleno está ligado à capacidade de renunciar a tudo por alguém. Já disse Jesus: “ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15: 13).
Outra coisa: amor não é sentimento; é uma decisão. Opta-se por amar e pronto: se ama. É só tomar a decisão de se doar, de renunciar por uma pessoa, de colocar o interesse da outra pessoa antes do seu. E já se está amando. Simples assim! Se fosse de outra forma, como entender o mandamento de Jesus: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos” (Mateus 5: 44)?
Por isso, ame! O mundo precisa de amor!

domingo, 26 de julho de 2009

A Paixão


Lá está ela. E o coração bate mais forte. As palavras somem. Tudo nela parece perfeito. Ah, e a saudade que se sente quando se está longe? Esses sintomas só têm um diagnóstico: paixão. E, quando não se é correspondido, é o fim do mundo. Afinal, parece impossível encontrar outra pessoa perfeita como aquela.
A paixão enseja, via de regra, um estado de euforia, que faz com que muitos gostem de estar experimentando tal sensação e busquem estar apaixonado. No entanto, a paixão carrega, acima de tudo, importantes componentes negativos. Não se tem o controle da situação, é algo hormonal, orgânico. Está, provavelmente, ligada à feniletilamina. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.
Outro ponto negativo da paixão é que toda a atmosfera de admiração e êxtase que a acompanha acaba resultando numa desconexão da realidade, pois a imagem que se constrói da pessoa por quem se está apaixonado não representa – e, muitas vezes, nem de perto – a realidade. A paixão é endereçada a uma figura irreal, fictícia.
A conotação negativa que o termo “paixão” carrega já pode ser vista na própria etimologia da palavra: paixão vem do grego “pathos”, que significa doença. É. Essa parece ser uma boa interpretação para a paixão: uma doença. E o pior: a paixão é eminentemente egoísta. Impregnada pelo desejo, a paixão leva a que se anseie a companhia, o contato para suprir uma necessidade, uma carência, uma lacuna. Não há altruísmo na paixão.
Segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque, os "seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses". Ela entrevistou e testou 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que a paixão possui um "tempo de vida" longo o suficiente para que o casal se conheça, copule e produza uma criança.
E quem já viveu esse ciclo, ao acordar, muitas vezes fica impressionado com o quão distante da realidade era a imagem que fazia daquela pessoa. “Como pude ficar tão iludido quanto a ela (e)? Perdi tanto tempo atrás dela (e) e, afinal, há tantas garotas (os) tão boas (bons) e até melhores que ela (e)!”
Outra informação dada por pesquisas sobre o assunto é a de que as pessoas se apaixonam, em média, de 2 a 4 vezes na vida.
Assim, se você está apaixonado, não se empolgue tanto (na situação de estar sendo correspondido) ou não se desespere (se não houver reciprocidade): um dia a paixão acaba. E, se você está triste e sem ninguém, alegre-se: outra paixão virá!!

sábado, 16 de maio de 2009

A Vida


“(...) a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.”


Esses versos do poema “Canção do Tamoio” de Gonçalves Dias retrata bem o que é a vida, ou, pelo menos, o que se chama de vida. É basicamente uma luta contra a morte. E o pior é que, no fim, sempre se perde esse combate.

Corre-se, foge-se de algo que invariavelmente alcançará a cada um mais cedo ou mais tarde: a morte.

É interessante que o que se espera é que todos consigam fugir da morte por muitos anos. À medida que se vai ficando velho, parece normal ser pego por este caçador implacável. Mas como choca quando alguém é alcançado ainda jovem, não é mesmo?

E como é difícil essa luta: choros, decepções, angústias, medos. Viver exige coragem, força, determinação.

Mas por que todos nós queremos tanto viver, já que a vida é tão difícil? Porque tememos a morte e o que vem após ela.

Li uma vez que o suicida é alguém que é covarde diante da vida e corajoso diante da morte. E é a mais pura verdade. Coragem diante da morte?! Apenas pela fé. É o que se pode constatar nos muçulmanos que dão sua vida, crendo em algo maravilhoso após sua morte. De igual forma agiam os cristãos quando eram oferecidos às feras nos primeiros anos do cristianismo. Iam felizes. E dizem que muitos eram os que se entregavam para serem sacrificados. Só pela fé o temor da morte desaparece.

Pela fé, pode-se, portanto, dizer como o apóstolo Paulo: “o morrer é lucro”.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Tempo


Para o matemático inglês Issac Newton (1643 - 1727) o tempo era uma grandeza absoluta. Essa parece ser uma conclusão óbvia, tal é nossa servidão e impotência diante dele.
Nós vivemos sob o império do tempo. A sua passagem é algo inexorável, irrefutável para o ser humano. Ele avança inabalável. Não há o que se possa fazer para que ele retroceda ou mesmo passe mais devagar.
Há muito tempo (olha o tempo de novo aí), li uma poesia que tinha um trecho mais ou menos assim: “coisa engraçada é o relógio; cada minuto a mais nunca é mais; é sempre menos; pois desde quando nascemos; já começamos a morrer”. É desesperador.
Para Albert Einstein (1879 - 1955), no entanto, não era assim. E, de fato, não é. Por exemplo, se alguém enxerga dois relógios, um situado no seu braço e outro no fundo da sala, marcarem exatamente o mesmo horário, é evidente que, se os dois relógios fossem colocados um ao lado do outro, o que estava no fundo da sala estaria um pouco mais adiantado que o outro. Afinal a informação (o raio de luz que permitiu o observador ver as horas) do relógio do fundo da sala percorreu um caminho maior e, portanto, levou mais tempo para chegar até o observador que a que partiu do relógio em seu braço. Pode-se afirmar que os dois relógios marcam a mesma hora? Depende da posição deles, depende do referencial. Assim, o tempo é relativo sim. E está intimamente ligado à posição, às coordenadas espaciais.
É importante que se ressalte que isso de estarmos sob o jugo do tempo se deve ao fato de, também, vivermos sob o império do espaço. Nossas velocidades de deslocamento são praticamente nulas, quando comparadas à velocidade da luz. Passamos a nossa vida inteira virtualmente parados. A nossa limitação de deslocamento nos limita também em relação ao tempo.
Assim, vivemos totalmente sujeitos ao espaço-tempo. E esse é um dos maiores grilhões a que estamos submetidos enquanto vivermos. E, quando morrermos, será diferente? Eu creio que sim.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O Sonho


Eu nunca lembro dos meus sonhos. Mas sei, a partir do que ouço e das poucas vezes que consegui acordar no meio de um pesadelo, com alguns de seus trechos ainda vivos na memória, que, quando se está sonhando, a nossa realidade é o sonho. A nossa vida, durante aqueles momentos, é o que se passa no sonho. Aquela é a nossa realidade.
O sonho de uma noite nos parece algo sem importância, muitas vezes. Não significa nada. É tão efêmero, que não importa se é um sonho bom ou um pesadelo. É algo que passa rápido e de onde nada podemos trazer para o mundo real.
Mas o que é a vida? A vida, na verdade, não passa de um grande sonho. Um sonho que dura 80 anos em média. E, por mais que vivamos como reis ou como mendigos, nada levamos desse tempo para o além.
O filme “Vanilla Sky” é bem ilustrativo do quanto a vida pode se confundir com um grande sonho. Sem querer estragar o prazer da surpresa aos que não a assistiram àquela excelente película, gostaria apenas de relembrar uma cena do filme em que, em um determinado momento, aparece para o protagonista (interpretado por Tom Cruise) um carinha que o informa que aquilo tudo que ele via ao seu redor não passava de um sonho e que ele precisaria morrer para, então, acordar daquele sonho. Bizarre!, como diriam os franceses. Acreditar ou não? Não vou contar o que ele decidiu. No entanto, gostaria de divagar e pensar que aquela afirmação está diante de cada um de nós neste momento: “Tudo que você está vendo agora à sua volta não passa de um sonho, do qual você só acordará quando morrer”. O que isso mudaria na nossa perspectiva de futuro; na nossa maneira de encarar a vida?
Porque, se somos seres eternos (e eu creio desta forma), a vida não passa mesmo de um grande sonho, que passa muito rápido. O que importa mesmo é a realidade que só se nos descortinará quando morrermos.

sábado, 25 de abril de 2009

Flexão: o primeiro passo



“Penso, logo existo”. Essa frase intrigante do matemático e filósofo francês René Descartes sintetiza a essência da existência humana: a capacidade de pensar. O homem passa a vida toda se questionando: “quem sou eu?”, “de onde vim?”, “para onde vou?”, “qual é o sentido da vida?”. E, a não ser pela fé, a limitação humana não alcança as respostas. Assim é o homem: um caminhante numa noite escura que não dispõe senão de uma pequena vela para alumiar uma pequena porção do seu caminho.
Daí o nome do Blog: Flexo. Flexo de flexão. Flexão sim, e não reflexão; afinal, o pensamento humano se fundamenta em bases tão instáveis, inseguras que não ouso falar em “reflexão”. Reflexão denota um processo mais elaborado da mente, que, na minha opinião, nunca chega a acontecer, pois, como castelos de areia, toda proposição se esvai, se dissolve e, ao se retornar àquele pensamento, ele já foi levado pelo vento.
Ainda assim, como qualquer ser humano, me proponho a pensar, a refletir; aliás, a fletir tão somente. E, flexo (e - eu diria - genuflexo), estabeleço pela fé as balizas para o meu caminho. As minhas balizas não são absolutas; não são universais. Mas são minhas. E, assim, alicerçado nelas, caminho.
“Penso, logo existo”. Eu acrescentaria: “E creio, logo vivo”. É como disse o profeta: "o justo viverá pela fé".